Depois de Você (Me Before You #2) - Jojo Moyes

Título Original: After You
Autor (a): Jojo Moyes
Data de Publicação: 2016
Número de Páginas:320
Série: Me Before You #2
Editora: Intrínseca
Classificação: 









Como Eu Era Antes de Você é um dos meus livros favoritos da vida. Não importa se o final me fez chorar e me deixou indignada, porque só podia ser daquele jeito e qualquer desfecho diferente tornaria a história incoerente. Então, com o coração arrasado terminei de ler a história de Lou e Will e segui em frente com a minha vida.

Entretanto, a Jojo Moyes decidiu que o livro precisava de uma continuação. Confesso ser muito, muito chata com essa ideia de fazer continuação de uma história que teve um ponto final e quando o livro é especial pra mim eu me mostro ainda mais chata e mais exigente. Então, Depois de Você foi lançado e lembro de ter falado no Twitter que iria lê-lo nem que fosse para poder falar mal dele com propriedade e aqui estou eu, infelizmente.

Em primeiro lugar se você não leu Como Eu Era Antes de Você pode ir parando por aqui porque os spoilers vão correr soltos.

Depois de Você não precisava ter acontecido. Essa frase é radical demais para você? Imagine para mim que amei com todas as minhas forças o seu antecessor. Mas não há como dizer de outra forma quando uma história é tão incrivelmente escrita e sua continuação é uma leitura arrastada e na qual você passa a maior parte do tempo tentando entender qual era o intuito da autora ao escrevê-la.

Não consegui reconhecer a Lou. É claro que todo o sofrimento pela perda de Will a transformou, mas não havia mais nada dela. Depois de Você poderia ser um outro livro porque a Lou não era mais ela, nadinha. Foi como se uma outra personagem tivesse sido construída e colocada na história. Tentei sem compreensiva e ver pelo lado do sofrimento e da dor, senti que ela provavelmente passaria por uma mudança, uma evolução e isso realmente aconteceu. Menos mal. Mas ainda assim uma vozinha dentro da minha cabeça ficava repetindo: "essa não é a Lou, era melhor ter deixado quieto mesmo".

Vários novos personagens foram introduzidos e também pude rever alguns do primeiro livro. Uma certa adolescente, que eu não posso explicar exatamente quem é, foi a pedra no meu sapato e um dos fortes motivos para minha leitura ter se arrastado tanto. Ela se apossou do apartamento de Lou, ia e vinha quando queria, não dava explicações sobre o que fazia, levava desconhecidos para o apartamento, mexia nas coisas de Lou e ficava chateada se ela reclamasse. Lou achava que tinha obrigações com a garota e parou toda a sua vida por isso, abriu mão de um futuro promissor e de um recomeço que lhe faria bem. 

Quase no final entendemos um pouco das ações da adolescente e de seu jeito rebelde de ser, mas também temos a certeza de que boa parte de suas atitudes foram fruto de sua personalidade insuportável mesmo. O ponto positivo do aparecimento dessa personagem é que ela conseguiu tirar Lou da inércia em que ela se encontrava.

A narrativa e o enredo foram os outros pontos negativos. Como falei logo no início, a história tinha um ritmo muito lento e durante boa parte da leitura fiquei tentando entender qual era a intenção da autora e para onde ela estava querendo ir e levar Lou. As páginas iam passando e nada acontecia, era só aquele marasmo do dia a dia mesmo. As coisas só começaram a ficar um pouquinho interessantes quase no final e aí o livro terminou.

Apesar de todas essas críticas a história não teve apenas pontos negativos. Foi muito interessante ver a recuperação gradual de Lou depois da morte de Will. Seria artificial demais se ela ficasse bem logo nas primeiras páginas, não seria nada condizente com a relação que eles tiveram. Aos poucos e com a ajuda de algumas pessoas e um grupo de apoio muito especial ela foi deixando a culpa de lado e recuperando a vontade de viver.

E como não podia faltar o amor surgiu na vida dela novamente. Foi algo doce, romântico, intenso e verdadeiro. Na minha opinião foi sem sombra de dúvida a melhor parte do livro, apesar de ter tido pouco espaço na história.

Depois de Você foi minha primeira decepção de 2016 e apesar de decidir dar três estrelinhas para o livro (mais por uma questão emocional do que por ele realmente merecer) continuo achando a sua existência desnecessária. Entretanto existem inúmeras resenhas por aí elogiando-o. Meu conselho é: vá sem nenhuma expectativa, esqueça boa parte dos sentimentos que Como Eu Era Antes de Você trouxe em suas páginas e tente aproveitar a nova vida de Lou.

O Lado Feio do Amor - Colleen Hoover

Título Original: Ugly Love
Autor (a): Colleen Hoover
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 336
Editora: Galera Record
Classificação:  

Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo... apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

Colleen Hoover é uma autora muito, muito amada. Seus livros sempre têm notas ótimas tanto no Skoob quanto no Goodreads, mas parece que comigo eles não funcionam muito bem. Um Caso Perdido, um dos maiores xodós dos leitores, foi minha primeira experiência com a autora e apesar de ter visto o quanto a história é incrível não consegui sentir nada que os personagens estavam sentido e isso é um ponto crucial para mim, principalmente em um drama.

Como sou uma pessoa persistente - vide minhas experiências com a Sophie Kinsella - resolvi que daria uma nova chance a autora e suas histórias cheias de intensidade e peguei O Lado Feio do Amor para ler.

Preciso de uma pausa nesse momento, porque só de pensar no tempo precioso e escasso que perdi com esse livro fico altamente irritada comigo. Quando comentei com minha irmã minhas impressões parciais sobre a história ela me disse sem cerimônias que já teria abandonado. Deveria ter ouvido seu sábio conselho.

O Lado Feio do Amor tinha muito potencial para ser um bom livro. A sinopse deixou-me bastante animada e todas as resenhas que li dele estavam preprando-me para uma história pungente, emocionante e com um romance lindo, mas o que encontrei ficou um tantão abaixo disso.

Vamos começar pela protagonista que não tinha nenhum amor próprio. Tate aceitou entrar em um "lance" que era só sexo. Nada de perguntas sobre o passado, nada de esperanças sobre o futuro. Seria tudo ok se não ficasse claro desde o início que ela não conseguiria ficar com Miles sem se apaixonar por ele. Ou seja, acordo super roubada. Então passamos o livro inteiro vendo ela querendo mais, mas aceitando apenas os pequenos momentos, tentando enxergar algo mais em cada ação ou palavra dele. Autoestima mode off.

Quanto ao Miles, mesmo ele tendo colocado as regras dele desde o início e a Tate tendo aceitado, deu raivinha porque estava claro que ele também estava sentindo algo mais, mas ficava se prendendo a um trauma do passado que foi sendo revelado aos poucos. Na verdade era difícil ficar com raiva dele muito tempo por motivos de: ele estava seguindo as regras.

Com relação à narrativa nós não nos entendemos. Colleen quis usar um estilo poético, mas ficou chato  de verdade. Os capítulos se intercalavam entre Tate, no presente, e Miles, 6 anos antes. Era tudo muito intenso, mas não de um jeito bom. Tate virava líquido quando Miles tocava nela, o tempo todo. Gente! E isso é apenas uma das muitas metáforas que ela usou e eu já não aguentava mais. Miles também não ficava atrás:

Mas quando você beija alguém por causa de quem a pessoa é, a diferença não se encontra no prazer.
A diferença se encontra na dor que você sente quando não está beijando aquela pessoa.
Não dói quando não estou beijando nenhuma das outras garotas que já beijei. Só dói quando não estou beijando Rachel.
Talvez isso explique por que se apaixonar dói pra caramba.

Não consegui lhe dar bem com esses momentos, que por sinal estiveram presentes o livro inteiro. Isso sem levar em consideração a coisa toda de amor à primeira vista e "ela será a mãe dos meus filhos". Foi o tipo de intensidade, de amor que não me convenceu.

Outra coisa que me incomodou e muito foram as inúmeras cenas de sexo. Ok, eu sei que o livro é um NA. Mas não tinha necessidade de narrar todas as cenas de sexo dos dois, ficou bem cansativo, fora que eu precisava ficar lendo Tate não tendo nenhum respeito por si mesma só para não se afastar de Miles. Se a autora tivesse focado mais no drama, nos sentimentos dos personagens - sem o exagero que ela usou -, no desenvolvimento da relação, talvez a história tivesse ganhado mais uns pontinhos comigo.

Resumindo, O Lado Feio do Amor foi um completa perda de tempo para mim, até agora questiono-me por que cheguei até o final. Talvez tenha sido para poder vir até aqui e escrever essa resenha para vocês. Não desisti da Colleen ainda, mas provavelmente Métrica será minha última tentativa. Não consigo recomendar esse livro, mas se você curte NA, é fã da Colleen e ainda não o leu, talvez valha a pena arriscar. Minha opinião negativa é uma entre um milhão, a maioria dos leitores amaram para valer. É por sua conta e risco.

Sobre Novos Começos

Perdi a conta de quantas vezes pensei em escrever um post sobre a falta de post no blog. Eu não queria somente chegar e dizer: "Galera, o blog vai ficar parado por um tempo até eu resolver a minha vida. Valew, falow!" Então preferi deixar o tempo passar e ver como as coisas ficariam, afinal escrever aqui nunca foi uma obrigação para mim independente de ter parceria ou não.

O meu ano de 2015 foi bem intenso. Estabeleci metas para minha vida e corri atrás delas com todo afinco possível. Dediquei-me bastante - apesar de sempre achar que poderia ter feito mais - e abdiquei de várias coisas para conseguir chegar onde queria e entre essas coisas estavam os livros e o Mundo de Papel. Infelizmente o meu momento de comemorar e descansar um pouco ainda não chegou, eu não consegui alcançar minha meta principal.

2016 começou com essa "ótima" notícia e mais alguns problemas pessoais, foi decepção atrás de decepção. Fiquei desanimada e pensei em desistir completamente do que eu havia construído e planejado, estava magoada demais e certamente foi um dos piores momentos da minha vida até hoje. Mas apesar de ainda estar tentando recuperar-me - isso requer altas doses de confiança, paciência e muita fé - não dá para ficar lamentando-se das pessoas e dos problemas 24 h por dia.

Muitas pessoas me deram conselhos tentando me ajudar a encontrar um rumo e ficar bem de novo. Resumindo tudo em apenas uma frase "eu preciso viver". Tenho metas a alcançar, um objetivo, mas focar nisso e esquecer todo o resto está me fazendo um mal absurdo. Então 2016 vamos começar de novo.

Meu Kobo e minha estante estão cheios de livros incríveis. Quero rever minhas séries favoritas e ver algumas novas que parecem promissoras. Além disso minha lista de filmes para assistir só aumenta. Vou ter tempo para tudo isso? Provavelmente não, mas só o fato de desejar já é um grande passo. O primeiro deles já foi dado: voltar a escrever. Também não prometo ser regular e postar com frequência, mas certamente aparecerei por aqui mais vezes. Ahhh, tô até pensando em voltar para o Pilates ou fazer Muay Thai para relaxar e aliviar a tensão.

São muitas coisas para conciliar e pouco tempo para isso. Só de escrever já começo a entrar em pânico e penso em desistir de tudo e voltar a agir exatamente como no ano passado, mas aí lembro de como o ano passou e no final dele senti como se não tivesse feito nada da vida. Definitivamente não foi legal.

Esse post é uma promessa e uma cobrança ao mesmo tempo. Sou perfeccionista demais, ansiosa demais e certamente muitas vezes vou querer largar tudo e focar na meta, apenas na minha tão sonhada meta. Mas também não sou uma pessoa que desiste fácil então quando essa vontade bater vou me obrigar a lembrar que preciso sorrir mais e aproveitar mais os pequenos e valiosos momentos da vida.

Todos os Nosso Ontens - Cristin Terrill

Título Original:  All Our Yesterdays
Autor (a): Cristin Terrill
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 352
Editora: Novo Conceito
Classificação: + 0,5
Livro cedido em parceria com a Novo Conceito

O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...
 
O tema viagem no tempo ao mesmo tempo que atrai a minha curiosidade é um desafio para minha imaginação e para a parte lógica do meu cérebro. A Mulher do Viajante do Tempo foi meu primeiro livro sobre o tema e apesar de ter amado a história contestei e não aceitei a maior parte das explicações da autora sobre Henry conseguir viajar para frente e para trás no tempo, a verdade é que minha cabeça deu um nó várias vezes. Depois dessa experiência mantive-me longe de livros que abordassem esse assunto até que Todos os Nossos Ontens chegou para mim.

Confesso que quando escolhi o livro na Página de Vantagens da NC não li a sinopse, minha escolha foi baseada nas opiniões e notas do Goodreads, afinal um livro com mais de 4 estrelas deve ter algo muito bom a me contar.

O primeiro ponto super positivo sobre o livro e que eu sinto que preciso frisar é o fato dele não ser parte de uma trilogia/série, tudo se resume a apenas ele. Isso significa que a história não teve enrolações - o que eu colocaria como segundo ponto positivo - e que os personagens tiveram um final redondinho. Nada de questionamentos, nada de suposições, nada de desespero e ansiedade até que a editora lançasse o segundo livro.

Todos os Nosso Ontens é um livro que apesar de não conseguir me convencer com sua teoria sobre viagem no tempo - e olha que a autora foi bastante cuidadosa e convincente na tentativa de explicar o fenômeno - prendeu totalmente minha atenção e fez com que eu não quisesse largá-lo até saber o que aconteceria com Em, Marina, James e Finn. O livro é também uma distopia e mais uma vez vemos o mundo destruído pela ganância e pela luta pelo poder.

Poderia ter gostado muito de Marina, poderia ter gostado ainda mais de Em, mas algumas atitudes das duas tiraram-me do sério mesmo entendendo um pouco o sentimento de cada uma com relação à James. A missão de Em era realmente difícil, mas ela já tinha falhado 14 vezes e enquanto o tempo passava e as coisas ficavam cada vez mais complicadas víamos ela pronta para falhar novamente por causa dos seus sentimentos confusos.

Finn é aquele tipo de personagem que no início da história você já sabe que vai amar mesmo se ele fizer algumas coisas que você não goste, o que não foi o caso aqui. Ele foi amigo, companheiro e fiel até o final, defendendo Em de tudo e de todos que pudessem machucá-la.

James despertou em mim sentimentos contraditórios. O garoto doce e inteligente tornou-se alguém quase irreconhecível. Ele sofreu muito, se decepcionou muito, mas suas ações foram quase impossíveis de serem justificadas. Fiz algumas apostas sobre o destino do personagem e confesso que errei todas. Foi triste, foi dramático, mas depois de tudo o que aconteceu entendemos que não tinha como ser diferente.

No geral, fiquei satisfeita com Todos os Nosso Ontens, apesar de alguns pontos fracos que já foram citados na resenha. Cristin Terrill se saiu muito bem em seu romance de estreia e certamente irei ler outros livros seus. Os personagens saltam em nós e é impossível não se conectar com eles, sua dores, seus medos e suas dúvidas. O enredo é envolvente e o ritmo do livro faz com que o leitor não queira largar até virar a última página. Encorajo os leitores com interesse em romances distópicos, YA romances, viagem no tempo ou apenas à procura de um livro interessante e bem estruturado para e jogar nessa leitura.

 
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